O escritor Celine combateu na Grande Guerra e tornar-se-ia um anti-bolchevique e anti-semita fanático a ponto de assustar até os ocupantes alemães.
O responsável máximo pela propaganda ocupacionista em França, Bernard Payr, terá relatado aos seus superiores que: "partindo de um ponto de vista racial correcto, Celine terá evoluido para uma forma obscena de antagonismo primário". Ainda estávamos portanto longe dos campos de extremínio e Payr talvéz fosse um pouco naïf .
Hitler também combateu na França e na Bélgica, como soldado-mensageiro, função particularmente perigosa que terá cumprido de forma exemplar, não tendo contudo chegado sequer ao posto de cabo, provavelmente um reflexo da mentalidade aristocrática prussiana.
Após a derrota alemã, Hitler, sempre um mero subalterno, foi doutrinado pelo chamado "pensamento nacional" ministrado pelo departamento de educação e propaganda da Reichswehr Bávara. Esta doutrina procurava sobretudo um bode expiatório para a derrota alemã na guerra e para a humilhação do tratado de Versalhes. O bode expiatório encontrado foram os judeus, não sem alguma culpa por parte de alguns capitalistas judeus que se aproveitaram, de forma escandalosa das recessões económicas na Alemanha e nos restos do império Austro-Húngaro.
Celine, por sua vez, já era sargento quando a guerra eclodiu.
Também foi mensageiro, mas a sua guerra teve um breve curso. Ferido com alguma gravidade numa missão, acabou por ser declarado fisicamente inapto e passou à disponibilidade. No regresso da guerra encontrou uma França devastada e arruinada. Trabalharia inicialmente para a fundação Rockefeller, na divulgação da profilaxia da tuberculose. Talvez como corolário dessa actividade acabou por tirar o curso de medicina exercendo numa maternidade de Paris ao serviço das classes menos favorecidas.
Ou porque a França também precisava dos seus bodes expiatórios, ou porque a ameaça bolchevique abriria as portas às doutrinas bávaras, a verdade é que também Celine depressa abraçou o anti-semitismo.
Perguntam talvez, que diabo tem Celine a ver com Hitler? Já respondí! Eram ambos anti-semitas fanáticos, a ponto de fazerem corar o próprio Bin Laden.
A preplexidade é apenas um efeito colateral de presupostos adquiridos, já que Hitler e Celine foram ambos produtos de tempos de grande sofrimento e perda total de esperança.
A diferença é que um foi um escritor de sucesso e teve oportunidade de destilar o seu veneno de forma eficaz e indelével, Hitler ainda tentou a arte como veículo, mas a pintura não era o seu forte.
Poderiamos agora tecer grandes conclusões sobre a importância das artes para a história da humanidade, mas em resumo: um acabou artista, frustado com a profissão de salvar vidas, o outro, artista frustado, foi um profissional a acabar com elas!
Na realidade, Hitler e Celine não tinham razão. Criam-se disputas estéreis sempre que se polarizam discussões em torno da culpa. É uma miséria humana! Ninguém tem a posse da razão e nenhum dos lados parece ter consciência disso.
Os Judeus serão culpados de muita coisa, mas não são o demónio. São apenas o bombo da festa, sempre a jeito, em parte por culpa própria, para servirem de cordeiro sacrificial.
São, passe a metáfora, o pilha-galinhas da terra. Algém rouba o banco e toda a gente aponta o dedo ao judeu. Mas, quando muito são uns cúmplices menores. Comem os ossos, como pilha-galinhas que são.
A culpa, que os patriotas alemães e franceses atribuiram aos judeus, foi afinal e acima de tudo dos seus próprios governos. Fruto da cobiça imperial, do desentendimento obstinado, virtude de um nacionalismo mal orientado e de muitas outras doenças cancerígenas da velha Europa.
Infelizmente as neoplasias não se curam, apenas se prolongam. Hoje a Europa enfrenta de novo e sem guerra, uma espécie de rescaldo bélico: recessão, desemprego, perda de importância, etc..
A medicina entretanto evoluiu, há quimioterapias, radioterapias, cirurgias e amputações. Boas notícias para o povo europeu portanto!
E a questão da culpa?
De quem é a culpa? É dos judeus de novo? Já não estão disponíveis para o sacrificio e por uma vez, será melhor encontrar os verdadeiros culpados.
E esses são os governos que conduziram os seus estados à ruína!
Foram eles que criaram um Euro como símbolo de uma união que hoje se vê que nunca existiu nem existirá. Poderiam ter escolhido outra coisa, tinha que ser a moeda!
Foram eles, os governos, que negociaram de manhã os tratados de que à tarde se serviram em proveito próprio. E foram ainda eles que desrespeitaram as directivas que outros tiveram que seguir à risca. Cobiça, desentendimento e nacionalismo primário. Outra vez!
E o Euro?
Bom o Euro não acabou porque num naufrágio ninguém deita fora as boias de salvamento, mesmo que sejam feitas de cortiça e estejam podres. Mas quando a tempestade passar...
a verdade sob o sol
pérolas da net
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Sob o trópico de capricórnio
Em distantes terras, outrora de sua magestade, reina agora um cacique "bronzeado".
Nessas terras já se separou a grei por cores, mas hoje é tudo cinzento.
E outros cinzentões que antes criticavam esse separatismo, pelos vistos trocaram de óculos e viram que o mundo afinal é a côres.
Agora são eles a descrimina-las. E já perceberam :
Nessas terras já se separou a grei por cores, mas hoje é tudo cinzento.
E outros cinzentões que antes criticavam esse separatismo, pelos vistos trocaram de óculos e viram que o mundo afinal é a côres.
Agora são eles a descrimina-las. E já perceberam :
Afinal há, em reinos perdidos, reis de que três são magos, e desses, dois são brancos e o outro é ..
escurinho !
Ratos do largo
O chefe, sentindo a facada nas costas, guincha: - mas para quê tanta pressa?
Os ratinhos saem da toca, acudindo ao cheiro a sangue!
A mão na faca vai ao covil dos ratos negociar lealdades com o chefe da rataria.
Esse rato faquir sai do covil com uma grande fatia do queijo do chefe.
Os ratinhos e as ratinhas exultam à nova harmonia entre toda a rataria.
Nessa noite, o líder rato vai à televisão dizer que é preciso mais queijo.
Os espectadores acham que é preciso mais ratoeiras!
Os ratinhos saem da toca, acudindo ao cheiro a sangue!
A mão na faca vai ao covil dos ratos negociar lealdades com o chefe da rataria.
Esse rato faquir sai do covil com uma grande fatia do queijo do chefe.
Os ratinhos e as ratinhas exultam à nova harmonia entre toda a rataria.
Nessa noite, o líder rato vai à televisão dizer que é preciso mais queijo.
Os espectadores acham que é preciso mais ratoeiras!
Index Librorum Prohibitorum (serviço público)
A Opus Dei publicou uma relação de livros agrupados pelo nível de recomendação.
Existem 5 níveis, desde recomendado a todos até não recomendado de todo.
A esquerda que temos (saiu-nos a fava) já fala de "livros proibidos".
Infelizmente, não é esse o caso, trata-se apenas de uma lista de recomendações aos fieis, nenhum livro é proibido pela organização.
E digo infelizmente porque toda a má literatura deveria ser proibida, ou pelo menos fortemente referenciada.
Pelo que a Opus Dei terá prestado um bom serviço à humanidade ao fazer esta lista!
Que não se trata de uma lista de livros proibidos é um facto (e não um fato...à medida), a Opus Dei, que eu saiba, não tem poderes legais. É portanto, na pior das hipóteses, apenas uma relação de livros eventualmente referenciados como impróprios para consumo humano. É, creio, bastante exaustiva e muito acertada! Experimentem ler um dos livros referenciados como intragáveis e vão ver se não tenho razão!
A utilidade desta lista é evidente, não só em termo de economia de tempo, coisa que poucos de nós temos e que muitos menos ainda dedicam à literatura; mas também, porque, finalmente, temos uma critica literária independente, ou que pelo menos só atende às Mais Altas Instâncias.
Creio mesmo que se trata de uma medida profiláctica de prevenção na área da saúde intelectual !
Bem hajam portanto!!!
ps.
a lista está aquí:
https://cld.pt/dl/download/f2712dfa-bfe7-4336-b0a7-7e212cd3e0c4/Di%C3%A1rio%20de%20Not%C3%ADcias%20e-paper%20-%20Di%C3%A1rio%20de%20Not%C3%ADcias%20-%2028%20Jan%202013%20-%20Page%20%2331.pdf
domingo, 17 de abril de 2011
Dez indomáveis Patifes
Os cabeças de lista do sócrates:
Helena André: a responsável pela maior taxa de desemprego de sempre!
Basílio Horta: o novo Freitas do Amaral, ou como uma asneira é sempre repetida!
António Serrano: a cereja no topo do estrume, e que faz a cereja alí?
Fernando Medina: industria e desenvolvimento: 2 coisas que não tivémos.
Ana Jorge: na história ficará como a ministra que enterrou o SNS.
Paulo Campos: O responsável pelo maior descalabro económico de sempre, o das obras públicas socialistas.
Pedro Marques:Outro gay do aparelho de Paulo Pedroso(sempre uma maneira eficaz de aos 29 anos ser secretário de estado)
Pedro da Silva Pereira: o his master voice por excelencia, caso clínico.
Vieira da Silva: ministro da nossa economia, mais concretamente: do caos.
António José Inseguro: no comments!
Ricardo Rodrigues:O PIDE de serviço, versão nonsence!
Ferro Rodrigues: O regresso do filho pedófilo.. óh mil perdões, do filho pródigo! e dos seus amiguinhos pequeninos (libera nos, Domine).
Francisco Assis: um foi santo, este compensou!
Mota Andrade: de nome verdadeiro Mota de Andrade, e é tudo o que dele se pode dizer.
Carlos Zorrinho:O responsável pela estrategia energética que fez da EDP o maior devedor privado do país.
João Soares:presidente de camara, comerciante de marfim, pirómano.
José Junqueiro: o ministro das câmaras socialistas, fracassado contudo.
Jacinto Serrão:O ressabiado da madeira, outro caso clínico: sindroma de Calimero.
Circulo fora da realidade:
Carolina Almeida: quem?
Paulo Pisco : o dito cujo de serviço, mas isto interessa a quem?.
Helena André: a responsável pela maior taxa de desemprego de sempre!
Basílio Horta: o novo Freitas do Amaral, ou como uma asneira é sempre repetida!
António Serrano: a cereja no topo do estrume, e que faz a cereja alí?
Fernando Medina: industria e desenvolvimento: 2 coisas que não tivémos.
Ana Jorge: na história ficará como a ministra que enterrou o SNS.
Paulo Campos: O responsável pelo maior descalabro económico de sempre, o das obras públicas socialistas.
Pedro Marques:Outro gay do aparelho de Paulo Pedroso(sempre uma maneira eficaz de aos 29 anos ser secretário de estado)
Pedro da Silva Pereira: o his master voice por excelencia, caso clínico.
Vieira da Silva: ministro da nossa economia, mais concretamente: do caos.
António José Inseguro: no comments!
Ricardo Rodrigues:O PIDE de serviço, versão nonsence!
Ferro Rodrigues: O regresso do filho pedófilo.. óh mil perdões, do filho pródigo! e dos seus amiguinhos pequeninos (libera nos, Domine).
Francisco Assis: um foi santo, este compensou!
Mota Andrade: de nome verdadeiro Mota de Andrade, e é tudo o que dele se pode dizer.
Carlos Zorrinho:O responsável pela estrategia energética que fez da EDP o maior devedor privado do país.
João Soares:presidente de camara, comerciante de marfim, pirómano.
José Junqueiro: o ministro das câmaras socialistas, fracassado contudo.
Jacinto Serrão:O ressabiado da madeira, outro caso clínico: sindroma de Calimero.
Circulo fora da realidade:
Carolina Almeida: quem?
Paulo Pisco : o dito cujo de serviço, mas isto interessa a quem?.
Lista Negra
Não vá a memória falhar, aquí fica uma lista de quem tem um dia destes que prestar contas pelo seu comportamento:
-José Sócrates
-
-António José Seguro
-Rui Herbon
-Fernanda Câncio
-Miguel Vale de Almeida
-Ana Matos Pires
-
(continua)
-José Sócrates
-
-António José Seguro
-Rui Herbon
-Fernanda Câncio
-Miguel Vale de Almeida
-Ana Matos Pires
-
(continua)
Onde se fala do FMI, da UE, dos partidos e dos nossos jornalistas. Uma caldeirada por tanto.
Os nosso jornalistas, essencialmente uma classe de impreparados e com grandes responsabilidades na situação em que estamos (pela falta de ética, de rigor, de preparação técnica, de cultura geral básica, de inteligencia, etc.), já deveriam ter percebido que se a UE e o FMI falam a duas vozes, a primeira mais desafinada com a nossa marcha fúnebre, é porque a UE não existe de facto para lá dos paises que a formam e respectivas forças partidárias. Forças essas que tem que levar em conta os respectivos eleitorados e por conseguinte, tem que manter, em toda a sua linha de actuação, um discurso para consumo interno, mesmo que por vezes desafine com a chamada Realpolitik .
O FMI, bom, é apenas o FMI, tem o discurso que a realidade impõe e por certo compreende o fenómeno que escapa aos nossos jornalistas.
O mesmo fenómeno que podemos aliás, encontrar na nossa própria fauna política. Também os nossos partidos tem duas vozes dissonantes, uma para as ocasiões pontuais em que são chamados à realidade, outra para as respectivas massas brutas. A primeira titubeia a segunda vocifera.
Naturalmente isto é mais evidente à esquerda que à direita. A Esquerda é por definição o baluarte das quimeras de ouro e ilusões utópicas para consumo popular. A Direita tem a responsabilidade de lidar com a realidade distópica, alguém tem de fazer o trabalho!
Face a uma realidade dissonante com os sonhos socialistas em que nos embalaram, temos dolorosamente que acordar e rever toda a matéria que nos impingiram.
No sonho havia uma Europa una e coesa, a uma só velocidade (deviamos ter desconfiado) e um Euro forte e revigorante, sob a égide do qual floresceriam as economias europeias. Subitamente alguém nos atirou um balde de água fria sob a cabeça e acordámos!
A Europa não passa afinal de uma partener do FMI e o Euro, qual ouro dos tolos, é apenas um peso morto sob as nossas enfraquecidas economias.
Querem uma solução? Vamos dar como perdidos este últimos trinta anos e voltar atrás, voltar a 1980 e optar então, não pela quimera europeia, mas por outra via, quiçá a marítima.
Optar por uma espécie de convergência entre o modelo Suiço e a nossa vocação Atlântica e Africana.
E não estou a falar de chocolates, importação de mão de obra barata ou aventureirismo mercenário.
Estou a falar de um povo honrado que já fomos, em quem se podia confiar. Falo de termos crédito e fundos a nós confiados, falo de paraíso fiscal e de fomento ao investimento, falo de segurança, de verdadeira liberdade (não confudir portanto com libertinagem) e em suma da tranquilidade perdida.
Falo ainda de colaborarmos com os Brasís, com as Angolas e as Moçambiques no sentido de eliminarmos tudo aquilo que impede estes povos de usufruirem dos seus próprios recursos.
Falo de derrubarmos este regime que nos oprime, e ajudarmos os outros a derrubar o deles.
Nunca fomos europeus, foi apenas uma sonho côr-de-rosa que desbotou. Mas fomos e somos e falamos Portugal. Todos, até os jornalistas!
http://cao.blogs.sapo.pt/
O FMI, bom, é apenas o FMI, tem o discurso que a realidade impõe e por certo compreende o fenómeno que escapa aos nossos jornalistas.
O mesmo fenómeno que podemos aliás, encontrar na nossa própria fauna política. Também os nossos partidos tem duas vozes dissonantes, uma para as ocasiões pontuais em que são chamados à realidade, outra para as respectivas massas brutas. A primeira titubeia a segunda vocifera.
Naturalmente isto é mais evidente à esquerda que à direita. A Esquerda é por definição o baluarte das quimeras de ouro e ilusões utópicas para consumo popular. A Direita tem a responsabilidade de lidar com a realidade distópica, alguém tem de fazer o trabalho!
Face a uma realidade dissonante com os sonhos socialistas em que nos embalaram, temos dolorosamente que acordar e rever toda a matéria que nos impingiram.
No sonho havia uma Europa una e coesa, a uma só velocidade (deviamos ter desconfiado) e um Euro forte e revigorante, sob a égide do qual floresceriam as economias europeias. Subitamente alguém nos atirou um balde de água fria sob a cabeça e acordámos!
A Europa não passa afinal de uma partener do FMI e o Euro, qual ouro dos tolos, é apenas um peso morto sob as nossas enfraquecidas economias.
Querem uma solução? Vamos dar como perdidos este últimos trinta anos e voltar atrás, voltar a 1980 e optar então, não pela quimera europeia, mas por outra via, quiçá a marítima.
Optar por uma espécie de convergência entre o modelo Suiço e a nossa vocação Atlântica e Africana.
E não estou a falar de chocolates, importação de mão de obra barata ou aventureirismo mercenário.
Estou a falar de um povo honrado que já fomos, em quem se podia confiar. Falo de termos crédito e fundos a nós confiados, falo de paraíso fiscal e de fomento ao investimento, falo de segurança, de verdadeira liberdade (não confudir portanto com libertinagem) e em suma da tranquilidade perdida.
Falo ainda de colaborarmos com os Brasís, com as Angolas e as Moçambiques no sentido de eliminarmos tudo aquilo que impede estes povos de usufruirem dos seus próprios recursos.
Falo de derrubarmos este regime que nos oprime, e ajudarmos os outros a derrubar o deles.
Nunca fomos europeus, foi apenas uma sonho côr-de-rosa que desbotou. Mas fomos e somos e falamos Portugal. Todos, até os jornalistas!
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