domingo, 17 de abril de 2011

Onde se fala do FMI, da UE, dos partidos e dos nossos jornalistas. Uma caldeirada por tanto.

Os nosso jornalistas, essencialmente uma classe de impreparados e com grandes responsabilidades na situação em que estamos (pela falta de ética, de rigor, de preparação técnica, de cultura geral básica, de inteligencia, etc.), já deveriam ter percebido que se a UE e o FMI falam a duas vozes, a primeira mais desafinada com a nossa marcha fúnebre, é porque a UE não existe de facto para lá dos paises que a formam e respectivas forças partidárias. Forças essas que tem que levar em conta os respectivos eleitorados e por conseguinte, tem que manter, em toda a sua linha de actuação, um discurso para consumo interno, mesmo que por vezes desafine com a chamada Realpolitik .
O FMI, bom, é apenas o FMI, tem o discurso que a realidade impõe e por certo compreende o fenómeno que escapa aos nossos jornalistas.
O mesmo fenómeno que podemos aliás, encontrar na nossa própria fauna política. Também os nossos partidos tem duas vozes dissonantes, uma para as ocasiões pontuais em que são chamados à realidade, outra para as respectivas massas brutas. A primeira titubeia a segunda vocifera.
Naturalmente isto é mais evidente à esquerda que à direita. A Esquerda é por definição o baluarte das quimeras de ouro e ilusões utópicas para consumo popular. A Direita tem a responsabilidade de lidar com a realidade distópica, alguém tem de fazer o trabalho!
Face a uma realidade dissonante com os sonhos socialistas em que nos embalaram, temos dolorosamente que acordar e rever toda a matéria que nos impingiram.
No sonho havia uma Europa una e coesa, a uma só velocidade (deviamos ter desconfiado) e um Euro forte e revigorante, sob a égide do qual floresceriam as economias europeias. Subitamente alguém nos atirou um balde de água fria sob a cabeça e acordámos!

A Europa não passa afinal de uma partener do FMI e o Euro, qual ouro dos tolos, é apenas um peso morto sob as nossas enfraquecidas economias.

Querem uma solução? Vamos dar como perdidos este últimos trinta anos e voltar atrás, voltar a 1980 e optar então, não pela quimera europeia, mas por outra via, quiçá a marítima.

Optar por uma espécie de convergência entre o modelo Suiço e a nossa vocação Atlântica e Africana.
E não estou a falar de chocolates, importação de mão de obra barata ou aventureirismo mercenário.
Estou a falar de um povo honrado que já fomos, em quem se podia confiar. Falo de termos crédito e fundos a nós confiados, falo de paraíso fiscal e de fomento ao investimento, falo de segurança, de verdadeira liberdade (não confudir portanto com libertinagem) e em suma da tranquilidade perdida.

Falo ainda de colaborarmos com os Brasís, com as Angolas e as Moçambiques no sentido de eliminarmos tudo aquilo que impede estes povos de usufruirem dos seus próprios recursos.
Falo de derrubarmos este regime que nos oprime, e ajudarmos os outros a derrubar o deles.
Nunca fomos europeus, foi apenas uma sonho côr-de-rosa que desbotou. Mas fomos e somos e falamos Portugal. Todos, até os jornalistas!

http://cao.blogs.sapo.pt/

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